| Novos Remédios Para Cães Muitos cães que passam o dia confinados em apartamentos, empanturrando-sede comida, tornam-se obesos e sofrem de depressão, alias valendo-se do ditado queos animais de estimacão ficam parecidos com seus donos. Nada mais natural, que compartilhem os remédios criados para os seres humanos. No inicio deste ano, a Food and Drug Administration (FDA), agencia que controla a venda de alimenatos e de remédios nos EUA, deu aval a dois novos medicamentos para cães. O primeiro deles, que comecará a ser vendido pela Pfizer neste mes, pretender combater a obesidade canina. Atua de maneira análoga à de alguns inibidores de apetite vendidos em farmácias, que limitam a absorcão de gordura no intestino. O outro medicamento é uma goma de mascar com irresistível (para os cães) sabor de bife, que traz na composicão a fluoxetina, a mesma substancia do Prozac. A Eli Lily, fabricante do produto, estuda outros seis remédios baseados, em parte, em moléculas utilizadas em medicamentos para humanos.Todos são esperados para os próxios quatro anos. O interesse dos grandes laboratórios farmaceuticas nos animais de estimacão explica-se pelo potencial de consumo. Nos EUA, existem quase 163 milhõesde cães e gatos cujos donos gastam 5 bilhões de dólares anualmente com seus compa_nheiros. Nos últimos cinco anos, a FDA aprovou mais de duas dúzias de remédios paraesses animais, muito deles bem parecidos com similares com os usados para uso humano. Na verdade, o homem e o cão compartilham a mesma fisiologia básica. "Em geral, os medicamentos liberados para uso humano foram testados antes em animais",diz o zootecnista Alexandre Rossi, de São Paulo. A diferenca desses novos remédiosem relacão á farmacologia veterinária tradicional está no fato de que não pretendem simplesmente curar doencas. Seu objetivo é melhorar a qualidade de vida dos bichos, atacando alguns problemas cronicos, como ansiedade, excesso de peso,má digestão ou tosse. "Um cachorro não vai morrer por causa desses males, mas segu_ramente pode viver melhor sem eles", afirma a veterinária Márcia Marques Jericó, coordenadora do Hospital veterinário da Universidade Anhembi-Morumbi, em São Paulo.Pesquisa realizada por Márcia mostrou que, nas grandes cidades brasileiras, quase dois em cada dez cães estão acima do peso. O principio ativo do Prozac - a fluoxetina -, que pode ser comprado com prescricão dos veterinários em fármacias, já é bastante usados para atenuar a ansiedade de separacão, que se manifesta quando o dono do animal o deixa sozinhopor algumas horas. Quando volta, os sintomas são visíveis por toda parte: móveis destruidos, cheiro de urina e fezes pela casa e reclamacões dos vizinhos devido alatidos incessantes. A fluoxetina também é usado para reduzir o medo que algunsanimais tem de pessoas. Fonte: revista Veja 09/05/07 |
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